Hoje decidi não sair.
Hoje decidi terminar o meu dia sozinho, fazendo coisas que me dão prazer sem culpa de não ser o mais apropriado naquele determinado momento. Preferir estar sozinho não significa não gostar de estar com pessoas, o sentido é diferente. É também gostar de estar com pessoas e ainda assim sentir-se bem em estar sozinho.
É nessa hora, de solitude, que os pensamentos que ficam ali martelando na cabeça durante os dias normais, aqueles onde a gente não tem – ou acha que não tem – tempo para nada, preenchem a nossa cabeça e conseguimos planejar melhor o dia seguinte, a semana ou a nossa vida no geral. Ouvi uma frase em um podcast do Leandro Karnal e ele cita um filósofo alemão, Arthur Schopenhauer, que dizia “amar a solitude é amar a liberdade”. Lindo, não é?
O problema é que muitas vezes evitamos a solitude por receio de parecer esquisito, estúpido, por medo de envelhecer e ficar sozinho quando não queremos estar sozinhos. Isso sim é triste. Por isso é importante o trabalho de ficar bem quando estamos só e buscar coisas que nos completam e nos façam evoluir. Esse é o sentido da vida, evolução, pois nascemos e morremos sozinhos e não há maneira de fugir da regra.
Dito isso, sigo aqui, com os meus momentos de reflexão e meus pensamentos tácitos que me fazem querer o mundo, mesmo sozinho. Que grande paradoxo, Alex…
